Alfredo Martins

Tenham consciência

Tenham consciência
Tenham consideração
Cada um faz o que pensa

Senhores eu tenho a certeza
Naquilo que vou falar
Higiene e limpeza
Faz a saúde aguentar.


Colocam o lixo nos sacos
Sejam senhoras ou senhores
Vejam se tem alguns buracos
Que deita mau cheiro aos contentores.


Antes de pôr no contentor
Fecham os sacos primeiro
Porque com grande calor
Levanta-se muito mau cheiro.


Depois de utilizados
É conveniente tapar
Que cães e gatos abandonados
Vem os sacos rasgar.

 

Depois do contentor cheio
Ponha no que estar mais perto
Porque pôr no chão é feio


Não deixem no chão ou calçada
Que o vento faz travessuras
Leva toda a papelada
Para a porta das criaturas.


Façam separação do lixo
Para os lugares marcados
Façam isto com capricho
Para não serem incomodados.


Ponham os papéis e cartões
Para o ecoponto azul
Que estas condições
É para norte e para o sul.


O mau cheiro é um abismo
Que profundo nos corações
Incomoda o Turismo
Na nossa e noutras nações.


Nas casas que nós moramos
É um asseio sem igual
Nas estradas que nós passamos
Tem horas que cheira mal.


O vidro deve-se guardar
No ecoponto verde
A lei manda separar
Cumprir o regime não perde.


No amarelo põe plásticos e metal
Lei que da Câmara vem
Fazer assim é o ideal
Não prejudica ninguém.


Não sou homem de competências
Para fazer o que eu digo
Mas peço a vossas excelências
Para cumprir este artigo.


Sou poeta de Portugal
Alfredo Martins e Moreira
Peço desculpa ao pessoal
Falar desta maneira.


Tanta poluição no ar
Pela vida a progredir
São mais a aumentar
Do que a diminuir.


Tudo o que pode ser corrigido
Faça-se de boa vontade
O mal está introduzido
Em toda a humanidade.


As invenções de pessoas
Isso vem logo da sina
Logo ao princípio são boas
Mais tarde trazem ruína.


Há quem faça mal sem pensar
Para a vida a seguir
Todos querem o seu bem estar
Não importa o que está para vir.


Tenho ouvido a todo o povo
Principalmente no meu concelho
Para morrer eu que sou novo
Morra o meu pai que é mais velho.


Quando eu era pequeno
Havia mais pobreza
Mas hoje há mais veneno
Em toda a natureza.


Quando entrou a liberdade
Para velho e mocidade
Foi um céu aberto
Mas já li num cartaz
Quem mal para si faz
E isto é mais que certo.


A pensar nos contentores
Na minha cama deitado
Toda a noite sem dormir
Pensando não ter valores
E não ser apoiado
Por quem me estará a ouvir?


Isto é o que a ideia manifesta
Mas se eu sair bem desta
Noutra já não me meto
De poeta nem sou a sombra
Fazer poemas a camora
Quer ver se já não repete.


Sou um homem que me dou ao respeito
Gosto de andar com o pé direito
Para não escorregar
Mas se pôr o pé na lama
Ou mesmo ao descer da cama
Posso ao chão ir parar.


Acabei o meu reportório
Vou fazer a despedida
Deus nos livre do purgatório
Quando vir o fim da vida.


Neste conjunto de poetas
Em nada somos iguais
Estas coisas são secretas
Não se sabe quem vale mais.