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  • Roaz
  • sargo
  • salamandra
  • Diplotaxis vicentina

Fauna/ Animais terrestres

Na herpetofauna (anfíbios e répteis), salientam-se endemismos ibéricos, como a salamandra-de-costas-salientes e a cobra-cega. O rato-de-água e o rato-de-Cabrera, um ex libris do PNSACV.
Igualmente importante, a presença do cágado-de-carapaça-estriada. Os morcegos, comedores de insetos por excelência, podem também ser avistados ao anoitecer. Entre estes, estão o morcego-de-água e o morcego-de-peluche. Outro mamífero insectívoro é o ouriço-caixeiro, que se alimenta ainda de ovos, fruta, embora as minhocas e os caracóis constituam o seu prato preferido. O coelho bravo é um dos principais fatores de equilíbrio da fauna podendo-se encontrar as entradas das suas tocas debaixo dos arbustos da plataforma dunar. A raposa, como é localmente conhecida, é, provavelmente, o carnívoro mais abundante no Parque Natural.
O javali é um dos mamíferos mais avistados na Costa Vicentina, o javali passa grande parte do dia fuçando a terra em busca de comida. É um animal omnívoro, com preferência por matéria vegetal como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes, também incluem na sua dieta caracóis, minhocas, insetos, ovos de aves e até pequenos mamíferos. Também invadem terras cultivadas, especialmente campos de batata e milho.

Fauna/ Aves
Devido à sua posição geográfica, Sagres é um ponto de interesse para observação de aves durante a migração pós-nupcial, sobretudo entre meados de agosto e novembro. Além das aves de rapina que ali passam, o local recebe quantidades avultadas de passeriformes e, ao largo da costa, de marinhas.

As aves de rapina:
Anualmente, milhares de aves de rapina, de mais de 20 espécies, sobrevoam a região de Sagres, durante as suas viagens migratórias para sul. Estas incluem águias, falcões, abutres, milhafres, gaviões, e tartaranhões.
Entre as mais abundantes, contam-se o Grifo, a Águia-calçada, a Águia-de-asa-redonda, o Gavião e a Águia-cobreira.
Em menores quantidades, mas possível de observar, surgem todos os anos nesta península: a Águia-imperial, a Águia-real, o Abutre-preto, o Milhafre-real a Águia-pesqueira, o Peneireiro-cinzento, a Ógea e o Falcão-da-rainha entre outras.
 
Macrofauna Marinha:
Os peixes como o sargo ou o robalo que preenchem o imaginário dos amantes da pesca desportiva. A atração pela pesca a estas espécies transformou o desporto em atividade comercial, altamente predatória. Sobretudo porque na altura da desova muitos pescadores confluem para locais sagrados na costa, onde as correntes e o abrigo proporcionado pelas zonas rochosas junto à costa atraem o sargo, em grande quantidade.

Os mais experientes sabem distingui-los: sargo-legítimo (Diplodus sargus), sargo-bicudo (Diplodus puntazo), sargo-veado (Diplodus cervinus), sargo-safia (Diplodus vulgaris).
 
Outros peixes são ainda habitantes permanentes das águas que banham as praias da Costa Vicentina: a moreia, a dourada (Sparus aurata), o safio (Conger conger).
 Os crustáceos e os moluscos constituem outro recurso emblemático das costas sudoeste e vicentina. A apanha de marisco sempre foi uma atividade tradicional da costa sudoeste e vicentina. O percebe, o mexilhão, a lapa, o burgau são espécies muito comuns. Uma outra tem igualmente alto valor para os apreciadores: o ouriço-do-mar.
 Mas nas praias que rodeiam a costa vicentina toda a magia da vida marinha se concentra nas poças da maré baixa. É então que os mariscadores alcançam os percebes, as navalheiras, os polvos, os burgaus, mexilhões e tantas outras iguarias que fazem a delícia de tanta gente.

Fauna Marinha/ Cetáceos:

Pela sua localização privilegiada, o Cabo de S. Vicente, além de sua importância estratégica e histórica, também apresenta características naturais únicas para a vida marinha. As águas circundantes são a porta de entrada para o Mediterrâneo e Atlântico e a fauna que ali habita, com algumas características de ambos. A zona de Sagres encontra excelentes condições para a concentração e observação da vida subaquática, como a observação de golfinhos e, ocasionalmente, baleias.

Os cetáceos constituem um grupo de mamíferos marinhos que inclui as baleias, os golfinhos e os botos. Há cerca de 22 espécies que frequentam a costa continental Portuguesa, algumas populações ou espécies são regulares, enquanto outros são ocasionais. As espécies que podem ser observadas na região durante todo o ano e com maior frequência incluem o Golfinho-comum (Delphinus delphis), o Roaz-corvineiro (Tursiops truncatus), Boto (Phocoena phocoena) e a Baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata).

Todos os anos, no verão, somos visitados pela Orca (Orcinus orca), aquando da sua migração, e mais esporadicamente são observados o Grampo (Grampus griseus) e o Golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba), entre outras.

Flora:
O concelho de Vila do Bispo, inserido no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, é uma das áreas protegidas mais belas e valiosas do País, onde pode encontrar vários endemismos florísticos, uma vez que a vegetação é predominantemente Atlântica e Mediterrânica.
O Litoral escarpado entre o Promontório de Sagres e o Cabo de São Vicente desdobra-se em diversos habitats costeiros, incluindo sapais, falésias, dunas e lagunas que favorecem uma flora rara e especifica muitas vezes mencionada como única no mundo. Tanto é assim que os nomes científicos dessas plantas – Diplotaxis Vicentina, Biscutella Vicentina e Hyacinthoides Vicentina – indicam a sua proveniênciae o fato de só existirem nesta região.