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Aviso à população - tempo frio

Aviso à população - tempo frio

17/01/2017

INFORMAÇÃO METEOROLÓGICA

No seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), realizado hoje, 16 de janeiro, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), e de acordo com a informação meteorológica, salienta-se:

– Uma diminuição da temperatura a partir da noite de terça para quarta-feira, provocando uma situação de tempo frio e seco que se prolongará até ao próximo sábado (21 de janeiro);

- Os valores de temperatura mínima deverão variar aproximadamente entre 0º e 4º C, na generalidade do território, e será significativamente mais baixa nas regiões do interior, em particular nas regiões do Norte e Centro, onde poderá descer até - 8º C;

- Os valores da temperatura máxima não deverão ultrapassar os 8º a 12º C no litoral oeste e no interior sul, sendo ligeiramente superior na costa sul do Algarve (entre 12º e 14º C) e significativamente inferior no interior Norte e Centro, onde os valores não deverão ultrapassar 5º/6º C;

- Adicionalmente, a partir da noite de terça-feira e até quinta-feira, o vento soprará mais intenso, em geral de intensidade moderada, forte nas terras altas, o que acentuará o desconforto térmico sentido pela população.

- Possibilidade de inundações nas zonas historicamente vulneráveis.

EFEITOS EXPECTÁVEIS

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

·        Intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação, em habitações onde se utilizem aquecimentos com lareiras e braseiras;

·        Incêndios em habitações, resultantes da má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos;

·        Eventual formação de gelo em troços de estradas com ensombramento permanente;

·    Especial atenção com os grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo.

 

MEDIDAS DE AUTO-PROTEÇÃO

O SMPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

Que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura;

– O uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente;

– A proteção das extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol);

– A ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor;

– Especial atenção com a proteção em termos de vestuário por parte de trabalhadores que exerçam a sua atividade no exterior, e evitar esforços excessivos resultantes dessa atividade.

– Especial atenção aos aquecimentos com combustão (ex. braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte;

– Que se assegure uma adequada ventilação das habitações, quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras;

– Que se evite o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de se deitar;

– Que se tenha em atenção a condução em locais onde se forme gelo na estrada, adotando uma condução defensiva;

– Especial atenção por parte das famílias e vizinhos, e das redes sociais de proximidade, com as situações de pessoas idosas ou em condição de maior isolamento;

– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

 

INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR

 

Acompanhe a evolução em:  http://www.ipma.pt/pt/

 

 

Consulte as recomendações da DGS em:

http://www.dgs.pt/

 

 

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Em caso de emergência ligue 112

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